VII
Onde estou?
Este sítio desconheço:
Quem fez tão
diferente aquele prado?
Tudo outra
natureza tem tomado;
E em
contemplá-lo tímido esmoreço.
Uma fonte
aqui houve; eu não me esqueço
De estar a
ela um dia reclinado:
Ali em vale
um monte está mudado:
Quanto pode
dos anos o progresso!
Árvores aqui
vi tão florescentes,
Que faziam
perpétua a primavera:
Nem troncos
vejo agora decadentes.
Eu me
engano: a região esta não era:
Mas que
venho a estranhar, se estão presentes
Meus males,
com que tudo degenera!
Análise feita por Pedro Lucas :
Neste poema,
o autor deixou clara sua perplexidade diante da natureza que ele via
modificada , então ele acabou vendo a mesma , como algo desconhecida .
Ele também mostra que, a sociedade é fonte da devastação ambiental , e
atribui este processo à ela .
É interessante notar que, o campo que sofreu uma transformação para “um bem perdido”, para a maioria dos outros era algo que se perdeu na distância. O autor acabou fugindo da cidade para o campo, mas o que fazer se o campo também não existe mais?! Neste caso, o sentimento de frustração se torna maior , Cláudio da Costa observou também a degradação obtida pela mineração e relata , de forma preocupante a estética da paisagem, os impactos causados à natureza .
É interessante notar que, o campo que sofreu uma transformação para “um bem perdido”, para a maioria dos outros era algo que se perdeu na distância. O autor acabou fugindo da cidade para o campo, mas o que fazer se o campo também não existe mais?! Neste caso, o sentimento de frustração se torna maior , Cláudio da Costa observou também a degradação obtida pela mineração e relata , de forma preocupante a estética da paisagem, os impactos causados à natureza .